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Fabricio Possebon

Fabrício Possebon nasceu em São José do Rio Pardo, interior de São Paulo, onde passou a sua infância e conclui o ensino fundamental. Recebeu todo o incentivo de seus pais para continuar os estudos (eles sempre acreditaram no aprendizado, apesar de terem pouca educação formal: seu pai era sapateiro e sua mãe era então chamada “do lar”). Formou-se em Engenharia Civil pela PUC-Campinas, em Letras Grego-Português pela USP, fez mestrado em Letras Clássicas pela USP e doutorado em Letras pela UFPB, onde é professor adjunto do Curso de Ciências das Religiões.

Participou da Antologia Literária Cidade volumes III, IV,V,VI e 10 (rotativa).

Editora: Há quantos anos você escreve? A que gêneros literários você se dedica? Há quantos anos você publica em livros (coletâneas e antologias)? Se você tem livros solo, quantos você já publicou e quantos estão aguardando a prensa?

Fabrício Possebon: Desde 2003, quando publiquei minha Dissertação de Mestrado pela USP, intitulada “Batracomiomaquia – A batalha dos ratos e das rãs. Estudo e tradução”, venho participando de inúmeros trabalhos acadêmicos, como autor, co-autor ou organizador, principalmente do Programa de Pós-Graduação em Ciências das Religiões, da Universidade Federal da Paraíba. São sempre produções universitárias nos gêneros de ensaio, livro didático, tradução ou comentário. São mais de trinta participações que incluem também prefácio, “orelha” e revisão de texto. No prelo, encontra-se “O Triângulo Aritmético” de Blaise Pascal, a ser publicado pela Editora Universitária da UFRN. A minha parte foi a tradução da parte da obra em latim, em parceria com o prof. John Fossa, que traduziu a parte francesa e revisou tudo.

Editora: Com a internet fala-se muito em fim do livro em papel. Por que então ainda publicar livros neste formato?

Fabrício Possebon: Não tenho melhor exemplo do que aquele de Umberto Eco, que diz que a motocicleta, com toda a sua tecnologia e benefícios, não substituiu a bicicleta, tornando-a obsoleta, porque um recurso não cobre totalmente as características do outro, como o prazer de pedalar. Assim, segundo Eco, aquele que, sentado em sua poltrona, aprecia o livro de papel, continuará a fazê-lo, mesmo que também use o recurso eletrônico que tem infinitos benefícios. Tudo pode ser encontrado na internet, mas quando se vai a uma livraria e se manipula as prateleiras sempre se encontra algo interessante – é a prova de que o livro de papel continuará existindo e sendo interessante.

Editora: Como você soube da Antologia Literária Cidade? De quantos volumes você participou até o momento? Qual a recepção que você teve do livro em si e dos textos lá publicados?

Fabrício Possebon: Recebi um email com as informações sobre o projeto da Antologia e desde então venho participando com algumas poesias. Estive presente nas antologias 3, 4, 5 e 6. Aguardo sempre com ansiedade a impressão dos livros, pois estão recheados de novidades, além da satisfação pessoal de ver estampado um poema. É realmente um prazer ver a diversidade e riqueza da produção.

Editora: Publicar em antologias e coletâneas como a nossa oferecem ao autor algum reconhecimento? Ajuda na divulgação de seu trabalho? Você já obteve algum retorno após participar de antologias e coletâneas cooperativadas?

Fabrício Possebon: Como acima dito, minha produção é toda acadêmica, ligada à minha atuação como professor universitário. A Antologia Cidade é minha primeira oportunidade de publicar algo cultural e artístico. Para os volumes 3, 4, 5 e 6, eu recuperei alguns poemas escritos há mais de vinte anos. Fiz uma revisão e melhorias nos textos, todavia não queria que ficassem descaracterizados com relação aquele momento que os produziu. Considero a Antologia um registro histórico das emoções de uma parte de minha vida, daí o seu valor ser inestimável. Reconheço todas as minhas limitações poéticas diante dos especialistas da arte do verso, mas a mim interessava sobretudo a minha satisfação pessoal. O sistema de coletânea cooperativada é também uma oportunidade para que poetas talentosos possam ser reconhecidos, neste caso, aquele que participa sem tanta pretensão literária ajuda a dar o suporte material aos demais. Uma leitura das antologias mostra claramente que alguns se destacam pela evidente qualidade, deixarei para estes a apreciação do merecido reconhecimento.

Editora: O fato da Antologia Literária Cidade ser publicada e distribuída na Região Norte, na Amazônia, tem algum sentido especial para o autor? Confere uma notoriedade diferenciada em relação às coletâneas e antologias publicadas na região sul-sudeste?

Fabrício Possebon: Vejo sempre de maneira otimista as iniciativas culturais feitas fora do eixo Rio-São Paulo. O projeto da Antologia Cidade é um exemplo vivo de como é possível haver vida inteligente em toda parte.

Contatos com o autor: fabriciopossebon@gmail.com.

Para saber mais sobre ele:
Consultar seu Currículo Lattes, em: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4739853Y8
Ouvir a entrevista concedida a
Oscar D’Ambrósio da Rádio Unesp, de número 878, no Programa Perfil Literário, disponível em Perfil Literário – Rádio UNESP.

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